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wAnálise Sintática

Análise simplória de uma vida simplória...

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wQuinta-feira, Janeiro 20, 2005



CuRrIcUlUm ViTaE

Já dei risos até a barriga doer,
já nadei até perder o fôlego,
já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar,
já me queimei brincando com vela.



Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,
já conversei com o espelho,
e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista...
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora,
já passei trote por telefone,
já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo,
Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo.
Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,
já me cortei fazendo a barba apressado,
já chorei ouvindo música no ônibus.



Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas,
já subi em árvore pra roubar fruta,
já caí da escada de bunda.
Conheci a morte de perto e agora anseio por viver cada dia.
Já fiz juras eternas,
já escrevi no muro da escola,
já chorei sentado no chão do banheiro,
já fugi de casa pra sempre... e voltei no outro instante.
Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas.
Já corri pra não deixar alguém chorando,
já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e laranjado,
já me joguei na piscina sem vontade de voltar,
já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios,
já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.



Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso,
já quase morri de amor, mas renasci novamente por ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua,
já gritei de felicidade,
já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre,
mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,
já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos,
e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas,
momentos fotografados pelas lentes da emoção guardados num baú,
chamado coração.



Juliana Spadotto.

.
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By Marcelo Oliveira at 08:25


wQuinta-feira, Dezembro 23, 2004



NaTaL

Feliz Natal pra todos.
Taty, Mau e GCB... um grande abraço pra vocês.
Ana, Carla e Thi... pra vocês também.



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By Marcelo Oliveira at 18:10


wSegunda-feira, Novembro 01, 2004



Off Lavousier

"Na vida, penso que nada se perde,
Apenas muda de dono..."

Quintana.



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By Marcelo Oliveira at 14:12


w



SeM qUeReR

Que vida em vão se leva
Navegar pelas águas sozinho
Sem um remo nem uma vela
Sem um par nem um pavio
Sem pavio na vela e sem fogo
Sem poder amar e escrever seu nome na areia



Que vida é essa
Nunca saber o significado de um beijo
De um afago
Saber que se pode contar
Ou ainda experimentar um ombro pra chorar



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By Marcelo Oliveira at 13:21


wQuinta-feira, Setembro 02, 2004



MiScELâNeOs

sentidos se desfazem
se confundem
fundem-se metafisicamente
...
fatos abertos
flores ingênuas
lágrimas vermelhas
infindáveis como o amor



passados abstratos
moldam minha fortaleza
sujam minha alma
mas livra-me da palavra
...
seja como for
seja o que for
o veneno passará pelas veias
malígno
incisivo
e perpétuo



o passado retorna
remói
humilha
existe
e ainda existe
...
folhas caídas
negros corações
vivem e persistem
medos sintéticos



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By Marcelo Oliveira at 14:33


wSegunda-feira, Agosto 23, 2004



pApOuLa

ignorancia encefálica
apenas distantes
pensamos
nós
sonhamos
nós
queremos
nós



vivemos um dia de cada vez
soletrando os desejos
desfazendo os quereres
e lamentando os calafrios



sinto seu prazer
seu suor
um eu mais puro
impensado
inalado
assim



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By Marcelo Oliveira at 17:57


wQuinta-feira, Agosto 05, 2004



pOr DeNtRo

perdi a vontade de escrever,
perdi o dom de pensar,
não precisa me dizer,
o tempo foi injusto comigo,
estravazar?
talvez,
mas preciso olhar o mundo
com outros olhos
consciente e humano



sou dono da minha verdade
invento
escrevo agora
apago depois
descrevo o mundo que vive em mim
passo por caminhos surreiais
infrinjo as leis das relações
e vôo por mundos
que ainda inexistem



alado
assim se torna inteiro
meu pensamento
em meio aos devaneios
insconstâncias
e complicações
vivo não gostando
falo não falando,
perco chorando,
mas penso com o coração,



aprendo a cada não,
a cada sim,
a cada palavra,
desfilada,
retraída,
demonstrada



pode ser que ontem,
pode ser que hoje,
pode ser que amanhã,
sobreviverei
serei feliz
mesmo longe de ti.



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By Marcelo Oliveira at 12:09


wSegunda-feira, Julho 19, 2004



sInEsTeSiA



às vezes sinto e não sinto,
vejo e não vejo,
beijo e não beijo,
me distraio,
facilito tudo,
e ao mesmo tempo complico sem saber,



finjo que não é comigo,
e até dá certo na maioria das vezes,
mas esse foi instantâneo
momentâneo
e duradouro até a alma



traído pelo instinto
atraído pelo jeito
espontâneo de ser
combinamos em certas formas
metonímias e adjetivos
me arrependo
e não me arrependo
e não saiba que foi bom

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By Marcelo Oliveira at 11:51


wSexta-feira, Julho 16, 2004



rEvErSe

A vontade é maior que a inércia nesse momento
Não quero que meu blogg crie barriga ou enlouqueça
Estava pedindo pelo amor de Deus pra se expressar
Pra me expressar
Estou de volta
E espero
Amigos.



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By Marcelo Oliveira at 21:10


wSexta-feira, Março 26, 2004



iNiMpOtÊnCiAs

A vida são deveres para fazer



Quando se vê, já são seis horas
Quando se vê, já é sexta-feira
Quando se vê, já é Natal
Quando se vê, já terminou o ano
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida
Quando se vê, chegamos nos 30



Agora, é tarde pra tentar voltar
Um dia
Só um dia a mais
Eu nem olhava o relógio
Corria por todos os cantos
Gritando o que passei



Em passado
Chorei, sofri e sorri
Segui sempre em frente
Pisando e reclamando
Sem olhar pro mais importante
Viver e se importar com as pessoas...

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By Marcelo Oliveira at 16:40